Quem somos

Existimos porque educação popular é ferramenta de transformação coletiva.

O Cursinho Popular Raimunda nasce do compromisso com acesso, permanência e formação crítica. Somos uma rede construída por educadores, voluntários e comunidade.

Nossa história

Mais do que vestibular, construímos acesso real à universidade.

O Cursinho Popular Raimunda foi criado para enfrentar uma realidade concreta: o ensino superior ainda é tratado como privilégio para poucos. Por isso, nosso trabalho vai além do conteúdo. Atuamos para abrir caminhos, fortalecer trajetórias e sustentar uma rede de apoio que acolhe quem chega com sonhos, mas também com dúvidas, medos e pressões do cotidiano.

Nossa prática combina preparação acadêmica, cultural, escuta, orientação e compromisso político com a educação pública. Cada frente do projeto nasce da ideia de que aprender não é repetir matéria: é desenvolver autonomia, repertório e confiança para ocupar espaços historicamente negados.

Somos um cursinho popular porque acreditamos em ensino gratuito, construção coletiva e impacto comunitário. A aprovação importa, mas ela é parte de algo maior: ampliar horizontes e transformar a relação dos educandos/as com o próprio futuro.

Acesso

Mais estudantes dentro da universidade e menos barreiras no caminho.

Autonomia

Não é apenas aprovar, mas formar sujeitos críticos, capazes de se reconhecer como protagonistas de suas próprias trajetórias e transformar seus territórios.

Coletividade

O projeto existe em rede, com trabalho voluntário e parceria local.

+500 estudantes impactados
85% aprovação em 2025
+30 voluntários em atuação

Memória e referência

Raimunda Quebradeira de Coco

Retrato de Raimunda Quebradeira de Coco

Dona Raimunda Gomes da Silva, conhecida como Raimunda Quebradeira de Coco, foi uma liderança rural do Bico do Papagaio, no Tocantins, e se tornou símbolo da luta das quebradeiras de coco babaçu. Sua trajetória reuniu trabalho no campo, organização comunitária e defesa do direito das mulheres de viver da terra com dignidade.

Ao longo da vida, Raimunda ajudou a dar visibilidade à realidade das trabalhadoras extrativistas, enfrentando desigualdade, violência no campo e a ameaça constante aos territórios onde o babaçu sustenta famílias inteiras. Sua voz atravessou comunidades, movimentos sociais, universidades e políticas públicas, sempre ligada à defesa da autonomia das mulheres rurais.

Trazer sua história para o cursinho é reconhecer que educação popular também nasce dessas referências de resistência. Raimunda nos lembra que aprender, ensinar e transformar realidades exige coragem coletiva, enraizamento no território e compromisso com quem historicamente precisou lutar para existir com direitos.

Liderança Comunitária

Sua trajetória une trabalho no campo, organização popular e luta por dignidade, um exemplo de que a educação também se faz fora dos muros da universidade.

Raiz Regional

Trazer seu nome é afirmar que o conhecimento brota no território, nas roças, nos quintais, nas rodas de quebra de coco.

Legado de resistência

Ocupar espaços historicamente negados às mulheres, à periferia e a todos que sempre precisaram lutar para existir com direitos.